Laila Menezes
2 de jul. de 2013
Não era o meu dia, não "era".
Ontem, de fato, não foi o meu dia. Teve de um tudo para se tornar um dia para se esquecer. Nada parecia dar certo, até um certo sujeito aparecer e de certa forma, fazer piorar o que já estava ruim! Garoto insolente! Ousou me desafiar no meu pior dia. Ousou testar minha paciência no dia que ela estava ausente. Fui o mais gentil que podia, o tratei como trataria um rei! Usei todo o meu sarcasmo e ironia, mas não o ignorei! E funcionou! Mas depois, eis que surge no meio da antipatia, uma empatia que parecia mágica. Ali, naquele canto, duas pessoas que se enojaram a primeira vista, tendo uma empatia nada natural naquele momento, no meio da timidez, um entrosamento... O assunto fluía naturalmente, como se debatessem aquilo de uma forma agradável. Mas, estava sendo agradável. Até a hora que ele teve de virar as costas e tomar sua direção. Mas nessa breve despedida, o tempo congelou durante cinco segundos, quando nos entreolhamos e faltaram algumas palavras, um pedido de desculpas... Uma vontade imensa de dar um abraço apertado. Mas não aconteceu, nos entreolhamos novamente por dois longos segundos... Depois ele sorriu, acenou, virou às costas, pôs o capacete e deu partida. Eu fiquei olhando-o, até ele virar a esquina. Voltei às minhas atividades normais... Mas o que eu não esperava, aconteceu... O som de uma buzina apitando, dois longos "biiiips" e eu olhei para fora. Era ele! Outra vez, ali! Eu sorri, olhei e ele se adiantou, perguntando como eu me chamava, intimidada, logo após, ele sorriu e disse: "prazer, voltei por que achei uma falta de educação não ter te cumprimentado e eu também queria saber o seu nome, até depois." e novamente, deu partida e rumou para casa. Fiquei por alguns segundos tentando entender o que tivera acontecido ali, aquilo não fora tão normal, senti como se já o conhecesse há tempos... Mas foi apenas um déjà vu. Não sei se ainda irei vê-lo, mas espero que sim... Espero que possamos ser amigos, porque foi esse o sentimento do momento. Ele me lembrou alguém, me tirou um sorriso bobo, meio amarelado, mas tirou. E eu preservo as coisas que me tiram sorrisos inusitados. Gostei daquele cara, não sei o seu nome, não sei nada sobre ele, mas eu gostei dele, de uma forma ou de outra, eu gostei. O meu dia tinha sido um lixo, um dia que talvez eu deveria esquecer, mas esse garoto, me fez aproveitar alguns minutos do dia, assim fazendo com que valesse à pena todo o resto. E eu que achava que ele tinha surgido para testar minha paciência, ele veio pra salvar meu dia... Presente divino! É isso, presente do Divino!
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